Foto: Freepik
Já estamos em maio de 2026 e o Brasil ainda não se deu conta do perigo que corremos por conta da escassez hídrica. Relatório divulgado em janeiro pela Organização das Nações Unidas (ONU) aponta que o uso indiscriminado da água pelos seres humanos e empresas ultrapassou permanentemente a capacidade de renovação natural de lagos, aquíferos e geleiras pelo mundo afora.
Mais do que isso, o documento da ONU revela outro dado ameaçador para a sobrevivência humana: a falência hídrica desses reservatórios, numa verdadeira insolvência ecológica. O cenário dramático, onde o consumo e a poluição superam a capacidade de reposição espontânea, exige uma mudança drástica de pensamento, de comportamento e, sobretudo, de vida.
Dono da maior reserva de água doce superficial e subterrânea do mundo, o Brasil precisa encontrar caminhos urgentes para a preservação de seus mananciais. Garantir o uso para todos, aceitar que os níveis históricos não voltarão, planejar ações com base na disponibilidade reduzida e criar barreiras contra interesses de fora, são medidas que os brasileiros precisam avaliar.
A água não suporta mais ser negligenciada, como ocorre há séculos. É preciso cuidar desse ativo considerando, especialmente, a sobrevivência humana. A transição para uma gestão da água justa e equilibrada, que não permita desigualdades no abastecimento como acontece atualmente, é a saída para evitar um colapso social e econômico do país, estados e municípios.
Embora a situação em Lafaiete e região pareça normal, ainda há muito o que se fazer, já que os cursos d’água que abastecem os dois reservatórios da cidade (Água Preta e Jacuba), vem sofrendo ao longo dos anos todo tipo de degradação. Cidades do nosso entorno, como Queluzito e Caranaíba, já sofrem com desabastecimento e rodízio no fornecimento. Com a chegada do período de seca, a tendência é a situação piorar ainda mais. (Com informações do Estado de Minas).
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Postado por Maria Teresa, no dia 17/05/2026 - 13:01