Foto: Isabela Ferreira/ Funed
A cultura urbana tomou conta da Praça da Estação na noite do último sábado, dia 9, com a realização da primeira edição do Circuito HIP HOP, na Estação Cultural – Casa da Igualdade Racial de Congonhas. O evento reuniu artistas, coletivos e admiradores da cena hip hop da cidade em uma celebração marcada por música, arte, expressão e valorização da cultura de rua.
Promovido pela UCR – União das Culturas de Rua, com apoio da Prefeitura de Congonhas, o circuito trouxe uma programação diversa, reunindo apresentações musicais, exposição de artes visuais, graffiti, oficinas para crianças e intervenções culturais que destacaram os diferentes elementos do movimento hip hop.
A abertura ficou por conta do DJ Set e Open Mic comandado por Hazzor, criando um espaço democrático para artistas e amantes da rima se expressarem. Ao longo da noite, o público acompanhou apresentações de Kelvin Reis (MC), DJ Juruna Grandmaster e do grupo Famouzz Records, com os artistas BadRic, RK da Rima e Ouzzi, Daniel Rhyme e V3LL MC.
A programação contou ainda com uma exposição de artes visuais assinada por Ana Laura e uma intervenção de graffiti realizada por Rotieh, reforçando a presença das artes urbanas no evento. As crianças também tiveram espaço garantido, participando de oficinas de desenho e pintura.
Um dos momentos de destaque da noite foi a apresentação de Jô Galvão + convidados, que reuniu MCs, DJ e performances em uma apresentação que resgatou a essência do hip hop e seus cinco elementos. Presidente da UCR – União das Culturas de Rua, Jô Galvão destacou a importância do projeto para fortalecer a cultura hip hop em Congonhas e aproximar diferentes gerações do movimento.
“O Circuito Hip Hop, que começa aqui na estação hoje, vai rodar em outros bairros da cidade, onde essa cultura nasceu há 2, 3 décadas e ainda hoje desperta o interesse dos jovens, como os bairros Residencial, Alvorada, Campinho e Lobo Leite. Acho que isso é fundamental para transformarmos Congonhas em uma cidade multicultural”, afirmou.
Uma das atrações da noite, DJ Juruna Grandmaster também reforçou o convite para que mais pessoas conheçam de perto a cultura hip hop.
“Participem dos eventos, conversem com os BBoys que fazem parte do movimento em Congonhas. O hip hop é cultura, expressão e acolhimento.” Para Gabriely Vieira, artista e cosplayer que participou da apresentação com Jô Galvão, iniciativas como essa fortalecem e ampliam o acesso à arte urbana na cidade.
“A cultura de rua é muito bonita e muito diversa. Hoje temos hip hop, trap, graffiti, e eu acredito que com o circuito mais pessoas poderão ter acesso a essa cultura; a gente vai crescer muito.”
Com participação do público e uma programação voltada à valorização da arte urbana, o Circuito HIP HOP iniciou sua trajetória fortalecendo artistas locais, promovendo inclusão cultural e abrindo espaço para novas vozes da cena urbana de Congonhas.
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Postado por Maria Teresa, no dia 12/05/2026 - 12:32