Adquirir um carro zero quilômetro cria uma expectativa legítima de qualidade, segurança e funcionamento perfeito. Por isso, quando surgem defeitos logo após a compra, a frustração do consumidor é ainda maior.
Mas afinal: quando o comprador tem direito à troca ou à devolução do veículo?
O que diz a lei?
O Código de Defesa do Consumidor (CDC) estabelece que todo produto deve ser entregue em perfeitas condições de uso.
Quando o carro apresenta vício de qualidade, aplica-se o art. 18 do CDC, que garante proteção especial ao consumidor.
O que é considerado defeito em carro zero?
São considerados defeitos relevantes aqueles que:
Exemplos comuns:
Prazo para conserto: os 30 dias
Ao identificar o defeito, o fornecedor (concessionária ou fabricante) tem o prazo de até 30 dias para sanar o problema.
Se o defeito não for resolvido dentro desse prazo, o consumidor pode escolher:
A escolha é do consumidor, não da empresa.
E se o defeito for grave?
Quando o defeito:
Não é necessário aguardar os 30 dias.
Nesses casos, a jurisprudência admite a troca imediata ou devolução do valor, diante da quebra da confiança e da essencialidade do bem.
A concessionária pode negar a troca?
Não, se estiverem presentes os requisitos legais. Tentativas repetidas de conserto, sem solução definitiva, caracterizam vício persistente, autorizando a troca ou devolução.
Cláusulas contratuais que limitem esse direito são nulas.
Cabe indenização por danos morais?
Dependendo do caso, sim. Quando o consumidor enfrenta:
Os tribunais reconhecem que há dano moral além do mero aborrecimento.
O que o consumidor deve fazer?
Ao surgir o defeito:
Carro zero com defeito não é normal e não deve ser aceito.
A lei protege o consumidor e garante o direito à troca ou devolução, quando o produto não corresponde à expectativa legítima de qualidade.
Conhecer seus direitos é o primeiro passo para exigir respeito.
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Escrito por Maria Victória, no dia 24/04/2026
Dra. Maria Victória de Oliveira R. Nolasco
Advogada
OAB/MG 207.251
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