Foto: Divulgação/ Secretaria de Saúde
Em 2026, as aranhas passaram a ocupar a primeira posição, com 11 registros
Os acidentes com animais peçonhentos em Conselheiro Lafaiete passaram de 18 registros, em 2024, para 47, em 2025. Em 2026, foram contabilizadas 55 ocorrências até julho. Os dados incluem acidentes envolvendo serpentes, abelhas, aranhas, escorpiões e lagartas, sendo registrados: janeiro (7), fevereiro (29), março (8), abril (3), maio (5), junho (2) e julho (1).
De acordo com a gerente de Vigilância Epidemiológica, Ana Paula Belchior Pereira de Melo Souza, as serpentes lideraram os registros em 2024 e 2025. No primeiro ano, foram 12 ocorrências com esses animais, três com aranhas, duas com escorpiões e uma com abelhas. Não houve notificações de acidentes com lagartas.
Em 2025, foram contabilizados 16 acidentes com serpentes, 11 com escorpiões, dez com aranhas, nove com abelhas e um com lagartas. Já em 2026, as aranhas passaram a ocupar a primeira posição, com 11 registros, seguidas por lagartas (oito), serpentes (cinco), abelhas (quatro) e escorpiões (dois).
Segundo a gerente, os dados parciais de 2026 ainda não permitem concluir se houve aumento ou redução das ocorrências em relação ao ano anterior. O levantamento também aponta fevereiro como o mês com o maior número de notificações nos três anos, somando 30 casos, conforme gráfico ao lado.
As informações disponíveis nos portais nacionais de consulta pública não permitem detalhar os registros por bairro. A maior concentração das ocorrências permanece na área urbana do município.
Sem internações ou mortes
Conforme Ana Paula, não houve casos graves, internações ou óbitos no período avaliado. Segundo ela, os resultados estão relacionados à oportunidade de atendimento e à oferta de intervenção em tempo oportuno.
“A presença de animais peçonhentos pode estar associada às condições ambientais e dos imóveis, especialmente ao acúmulo de entulho, madeira, telhas, folhas secas e outros materiais que servem de abrigo. A disponibilidade de alimento, como baratas e outros insetos, também pode favorecer a presença de determinadas espécies”, informa Ana Paula.
As variações de temperatura e chuva podem influenciar a atividade e o deslocamento desses animais. Mudanças no número de notificações também podem estar relacionadas à procura por atendimento e ao registro das ocorrências. Entretanto, conforme a gerente, o gráfico isoladamente não permite determinar as causas das variações observadas.
Como prevenir acidentes
A orientação é manter quintais e jardins limpos, evitar o acúmulo de entulho e materiais de construção, vedar frestas em paredes e portas e instalar telas em ralos e outras aberturas. Também é importante controlar a presença de baratas e outros insetos, sacudir roupas e calçados antes de usá-los e utilizar luvas e calçados fechados ao manusear materiais armazenados ou trabalhar em áreas com vegetação. A população deve evitar colocar as mãos em buracos, sob pedras, troncos ou pilhas de materiais onde esses animais possam estar escondidos. Em caso de picada ou outro acidente, a vítima deve procurar atendimento médico imediatamente, mesmo que os sintomas iniciais sejam leves.
Se possível, o local deve ser lavado com água e sabão, sem atrasar o deslocamento até o serviço de saúde. Não se deve fazer torniquete, cortar ou furar a região afetada, tentar sugar o veneno ou aplicar álcool, pó de café, terra, folhas ou outras substâncias caseiras. Também não é recomendado tentar capturar o animal. Se for seguro, uma fotografia pode auxiliar na identificação.
A vítima deve procurar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde será avaliada e há disponibilidade de soro específico. Em situações graves ou quando houver dificuldade de deslocamento, a recomendação é acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo telefone 192.
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Postado por Maria Teresa, no dia 05/11/2026 - 13:26