Foto: : iStock/ Antonio_Diaz
A mobilidade urbana é um grande problema nas cidades brasileiras. Seja nas pequenas, que enfrentam a falta de infraestrutura e a escassez de linhas de ônibus, por exemplo, quanto nas metrópoles, que também carecem de transporte em número suficiente para a demanda da população.
Os fatores que impulsionam o transporte individual nas metrópoles
Neste sentido, a solução individual acaba se sobressaindo. Muitos usuários preferem gastar um pouco mais e chamar um veículo por aplicativo, seja para ter mais conforto no seu deslocamento quanto pela flexibilidade. Segundo pesquisa da Confederação Nacional do Transporte, a CNT, 11,1% das pessoas utilizam esse serviço regularmente.
Se a demanda pelo carro por aplicativo é grande pelo lado do passageiro, do lado do motorista não é diferente. O serviço acabou atraindo muitas pessoas que encontraram no aplicativo uma fonte de renda. Ao mesmo tempo, o crescimento do transporte individual acompanha ainda a tendência igualmente ascendente da economia compartilhada.
O termo diz respeito à nova forma de enxergar o uso dos bens. Hoje, o uso propriamente dito tem se sobressaído à posse. Ou seja, as pessoas têm preferido ter acesso ao bem sem precisar necessariamente adquiri-lo. No caso do carro por aplicativo, é justamente o que acontece.
Novas oportunidades e caminhos no mercado de trabalho nacional
Do lado de quem trabalha na rua fazendo corridas, acontece o mesmo fenômeno. A maioria dos motoristas não utiliza o próprio carro para trabalhar. É comum que recorram ao aluguel de carro para uber, por exemplo. A vantagem deste modelo é que possuem assistência da locadora, como guincho e manutenção, e não precisam se preocupar com burocracias.
Hoje, cerca de 2% da força de trabalho nacional aderiu ao trabalho por aplicativo. Isso totaliza cerca de 1,7 milhão de trabalhadores, sendo que 60% deste total é formado pelos motoristas de aplicativo, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE. O restante se divide com entregadores e outras formas de trabalho.
O modelo é particularmente atrativo para quem deseja flexibilidade de horário de trabalho. Pesquisa do Banco Interamericano de Desenvolvimento, o BID, em entrevista com trabalhadores do setor, chegou à conclusão que metade deles não trocaria o trabalho no aplicativo por um trabalho assalariado devido ao fator flexibilidade.
Outro fator que levou e leva muitos trabalhadores ao serviço de motorista de app é a recolocação no mercado. Enquanto buscam um trabalho formal, fazem corridas como uma espécie de bico, para continuar tendo uma fonte de renda. Estudo do Tribunal Superior do Trabalho aponta que a renda média do motorista é de R$ 2.996.
A desburocratização e o acesso a ferramentas de trabalho
Embora hoje existam muitos motoristas trabalhando nas ruas, o que acirra a competitividade, profissionais da área destacam estratégias específicas. Os horários com mais demanda incluem o início da manhã e final da tarde, ou seja, horários de pico de deslocamento entre idas e vindas do trabalho, além das madrugadas e finais de semana.
Boas avaliações são fundamentais para conseguir mais corridas. O controle de faturamento e custos operacionais é outro fator determinante para a rentabilidade. A escolha da locadora para motorista de aplicativo que oferece aluguel de carro para uber impacta diretamente os custos operacionais e a margem de ganho dos profissionais.
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Postado por Maria Teresa, no dia 23/07/2026 - 10:14