Foto: arquivo Jornal CORREIO
A menos de 90 dias do pleito eleitoral de 4 de outubro, Lafaiete ainda não sabe quem, de fato, serão os candidatos a deputado estadual e federal pela cidade. Há apenas nomes de pré-candidatos, que ainda precisam passar pelo crivo da justiça eleitoral para terem suas candidaturas deferidas ou indeferidas. O cenário atual, composto por cerca de 14 pré-postulantes a vagas na ALMG e no Congresso Nacional, em Brasília, incluindo um em Congonhas e outros dois em Ouro Branco, ainda inspira desconfiança, uma vez que alguns dos próprios pré-candidatos, ainda não cravaram que vão, de fato, encarar o desafio das urnas. Ou seja, o que não faltam na nossa região são pretendentes a vagas nas casas legislativas. Por isso, a importância de a população entender esse momento e descarregar, literalmente, seus votos nos candidatos que, primeiro, têm mais chance e bases eleitorais consolidadas e, segundo, que residam em Lafaiete e nas cidades do entorno, ou, na pior das hipóteses, tenham algum serviço importante prestado à cidade nos últimos três anos. Trata-se, portanto, de uma questão de sobrevivência e que não pode, em hipótese alguma, ser relegada a planos secundários e nem tampouco prejudicada por questões ideológicas. Desde 2022 não temos deputados eleitos por Lafaiete e nem pela região, o que para nós é motivo de vergonha e, também, de inquietude.
É nesta época do ano que começam a aparecer os chamados candidatos paraquedistas, que oferecem verbas e indicações para tudo. No entanto, assim que conseguem seus votos, passam a atender apenas os cabos eleitorais e se esquecem do coletivo, que é o que interessa para todos nós. O eleitor precisa entender que na hora do "vamos ver", o postulante que vem aqui de quatro em quatro anos, tem laços sólidos e afetivos somente com suas bases, principalmente onde residem, e Lafaiete é só mais um local para angariar uns votinhos. Quem tem compromisso mesmo com nosso município, com acertos e defeitos, são os políticos que moram e trabalham diariamente por nossa cidade e os que prestam, de fato, algum tipo de atendimento. O resto sempre foi balela e, com todo o respeito, conversa para boi dormir. A eleição de um deputado estadual e, quiçá, de um estadual é o nosso desafio e uma questão de sobrevivência a partir de 2027.
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Postado por Sônia da Conceição Santos, no dia 19/07/2026 - 16:20