Foto: Arquivo Jornal CORREIO
Todas as ocorrências registradas no município foram consideradas
queimadas irregulares
Com a aproximação do período mais seco do ano, aumenta a preocupação com as queimadas. Mesmo antes do auge da estiagem, o município já contabiliza 51 ocorrências. A combinação de baixa umidade relativa do ar, escassez de chuvas, vegetação ressecada e ventos fortes favorece a rápida propagação do fogo, elevando os riscos para moradores, imóveis, áreas de preservação ambiental e mananciais. O histórico recente reforça esse cenário de alerta. Em 2023, foram registrados 165 incêndios em vegetação. Em 2024, o total chegou a 290. No ano passado, houve redução para 163 registros. Em 2026, embora ainda estejam sendo contabilizados apenas os primeiros meses da estiagem, já foram atendidas 51 ocorrências até 30/06.
Regiões concentram maior número de ocorrências
O monitoramento realizado para orientar as ações preventivas identificou os bairros Santa Matilde, São João, Progresso, Novo Horizonte e Gigante como as áreas com maior incidência de queimadas no município. O levantamento permite direcionar as medidas de prevenção, ampliar a vigilância nessas localidades e agilizar a resposta sempre que surgem novos focos.
Maioria dos casos é provocada pela ação humana
Embora as condições climáticas favoreçam a propagação das chamas, a principal causa dos incêndios florestais no Brasil continua sendo a ação humana. Grande parte das ocorrências acontece durante a limpeza de terrenos, lotes ou áreas rurais com o uso do fogo. Em períodos de seca, qualquer descuido pode fazer com que as chamas saiam do controle e avancem rapidamente sobre a vegetação, imóveis e áreas de preservação. Apesar desse cenário, segundo apurou a nossa reportagem até o momento não houve autuação de responsáveis por queimadas criminosas em Lafaiete.
Reforço no combate durante a estiagem
Para enfrentar o período mais crítico do ano, as equipes responsáveis pelo combate ao fogo receberam reforço no efetivo e capacitação especializada. Mais de 50 novos brigadistas florestais foram formados para atuar nas operações. Também houve investimento em equipamentos e na utilização de caminhonetes equipadas com kits de combate a incêndios florestais, permitindo acesso mais rápido a locais de difícil alcance.
Queimada é crime e pode resultar em prisão
Todas as ocorrências registradas no município foram consideradas queimadas irregulares. Em 2025, um caso registrado em Ouro Branco terminou com a prisão em flagrante de um homem apontado como responsável por provocar uma queimada irregular. A Lei Federal nº 9.605/98, que trata dos Crimes Ambientais, prevê pena de reclusão de dois a quatro anos, além de multa, para quem provocar incêndio em mata ou floresta.
Denúncias ajudam a evitar tragédias
Quem presenciar queimadas irregulares pode denunciar pelo telefone 190, da Polícia Militar, ou pelo 181, do Disque Denúncia Unificado, que garante o anonimato do denunciante.
Quando houver necessidade de combater as chamas, o acionamento deve ser feito imediatamente pelo telefone 193. Quanto mais rápida for a comunicação, maiores serão as chances de controlar o incêndio antes que ele provoque danos de grandes proporções.
El Niño aumenta o risco para os próximos meses
As condições climáticas previstas para 2026 reforçam o estado de alerta. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou a presença do fenômeno El Niño e estima 63% de probabilidade de que ele atinja intensidade muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. Para a região de Lafaiete, a previsão é de que o período mais crítico da estiagem, associado às altas temperaturas, ocorra entre setembro e outubro. A combinação desses fatores deverá elevar significativamente o risco de incêndios em vegetação, tornando ainda mais importante a prevenção e a colaboração da população.
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Postado por Maria Teresa, no dia 18/07/2026 - 10:55