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Empreendedorismo: os desafios que micro e pequenas empresas enfrentam no mercado atual

Burocracias e cenário tributário complexo dificultam a sobrevivência das MPEs, juntamente com a falta de gestão financeira e planejamento estratégico



Foto: : iStock/ Jacob Wackerhausen


 

As MPEs, micro e pequenas empresas, são juntas parte importante do empreendedorismo no Brasil e, consequentemente, de sua economia. São mais de 20 milhões de MPEs espalhadas pelo território nacional, contemplando os mais diversos segmentos. Juntas, empregam 70% da mão de obra ativa e movimentam cerca de 26% do PIB.

Apesar de números animadores, a realidade não é tão fácil. Estatisticamente, 60% das empresas que abrem no país não sobrevivem aos cinco primeiros anos. Entre as principais causas dessa "mortalidade" elevada estão a competição acirrada com empresas consolidadas, gestão ineficiente mas, principalmente, problemas financeiros.

Manter a saúde financeira da operação é, portanto, um dos pilares para a sobrevivência da empresa num mercado atual cada vez mais competitivo. Outro fator fundamental a ser superado tem relação com a própria gestão dos negócios, principalmente no que diz respeito aos cenários fiscais e burocráticos.

Gestão fiscal e tributária: o pilar de sobrevivência

Uma boa gestão fiscal e tributária permite à empresa estar em dia com suas obrigações, ou seja, com seus impostos. O pagamento correto de taxas é o que possibilita estar em dia com o Fisco e, assim, operar legalmente. Não cumprir esse requisito pode levar a multas caras e até ao encerramento da empresa.

Escolher o regime tributário ao abrir a empresa é o primeiro passo para evitar problemas futuros e deve constar como um ponto importante no seu planejamento estratégico. Estudar os principais tipos — Lucro Real, Lucro Presumido e Simples Nacional — e optar pelo mais adequado permite não só pagar menos impostos, como garante vantagem competitiva.

Ainda que feito de forma correta, não se pode descuidar da questão tributária. Afinal, o sistema tributário brasileiro ainda é bastante confuso, burocrático e caro. Os impostos variam enormemente de local para local e a depender do setor da empresa, o que dificulta ainda mais o entendimento.

Sendo assim, uma gestão tributária bem feita deve ser praticada continuamente. Ela deve ter o olhar voltado para um mapeamento dos tributos que incidem sobre a operação da empresa, parte importante para o cálculo dos custos e para o planejamento financeiro e, por conseguinte, para a lucratividade e sustentabilidade do negócio.

O planejamento estratégico como norteador dos rumos empresariais

E, por fim, a visão de futuro é essencial. Esse é o chamado planejamento estratégico, que define quais rumos a empresa deve tomar nos mais diversos âmbitos. No quesito financeiro, define onde investir; nos negócios, quais parcerias fechar, quais fornecedores e onde colocar seus produtos; na questão interna, define a visão e os valores da empresa.

No mais, a sobrevivência de uma empresa também depende do fator adaptação. Estar atento às movimentações do mercado, às novidades, à indústria 4.0 e 5.0 e saber mudar de rumo se necessário é primordial. Um bom plano, com ações assertivas e bem definidas, ajuda a evitar gastos desnecessários e a colocar a empresa em pé de igualdade com suas concorrentes.




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Postado por Maria Teresa, no dia 26/06/2026 - 17:20


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