Foto: Divulgação/ Una
Com a chegada do período mais seco do ano, tutores precisam redobrar os cuidados com cães e gatos, já que a baixa umidade do ar, a poeira e as oscilações de temperatura podem favorecer o surgimento ou agravamento de diferentes problemas de saúde. Entre os quadros mais comuns nesta época estão doenças respiratórias, alterações de pele, desconfortos gastrointestinais e maior sensibilidade articular, especialmente em animais mais vulneráveis, como filhotes, idosos e aqueles que passam longos períodos dentro de casa.
De acordo com o coordenador do curso de Medicina Veterinária da Una, Gabriel Dutra, algumas condições merecem atenção especial neste período. “Para prevenir essas doenças, é importante que os proprietários de animais de estimação tomem medidas de prevenção, como manter a higiene do ambiente, evitar exposição excessiva a mudanças bruscas de temperatura e fornecer alimentação balanceada, assim como a disponibilidade de água sempre fresca ao alcance do animal”, explica.
No inverno, a rotina de banho também merece atenção. Ele não precisa ser tão frequente quanto nas estações mais quentes, mas continua importante para a higiene da pele e da pelagem, principalmente porque o ressecamento cutâneo pode aumentar o desconforto e favorecer irritações. “Ao mesmo tempo, banhos em excesso podem retirar a oleosidade natural da pele e agravar o ressecamento, por isso o ideal é ajustar a frequência conforme o tipo de pelagem, estilo de vida e condição dermatológica do animal” explica. Também é recomendável usar água morna, produtos próprios para pets e secagem completa após o banho, já que umidade retida na pele e na pelagem pode contribuir para proliferação de microrganismos e problemas dermatológicos, incluindo infecções por fungos e bactérias.
Além dos cuidados com o ambiente, a orientação é manter a rotina de prevenção em dia. “É recomendado que os animais recebam vacinação em dia, realizem atividades físicas regulares. Além disso, é importante que os donos levem seus animais para consultas veterinárias de rotina, para que possam ser identificados eventuais problemas de saúde e tratados precocemente, afinal, nesse período o sistema imunológico pode ficar comprometido”, orienta o coordenador.
A formação dos alunos da Una também acompanha essa demanda sazonal. Desde os primeiros semestres, os estudantes do curso de Medicina Veterinária têm contato com conteúdos e práticas voltadas ao diagnóstico, prevenção e tratamento dessas doenças, tanto em animais de pequeno quanto de grande porte. Em algumas unidades, por exemplo, a instituição conta com uma fazenda-escola que amplia a vivência prática dos acadêmicos, além das clínicas médico-veterinárias presentes nas duas unidades, que reforçam a conexão entre ensino, prática e atendimento à comunidade.
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Postado por Maria Teresa, no dia 03/06/2026 - 07:39