Foto: Álbum de família
O militar descreveu Josué como uma criança alegre, cheia de vida e sonhos. “Viajamos juntos em janeiro; ele estava muito feliz
Há pouco mais de 1 mês, Carlos Alberto Protásio dos Reis lida com a dor da perda do filho Josué Santiago Protásio, de 9 anos, morto após um episódio de possível intoxicação dentro de casa, em Lafaiete. Em entrevista exclusiva, o militar da reserva falou sobre a rotina da criança, a proteção da filha sobrevivente e a importância do cuidado com a saúde mental de pais e responsáveis. Ele também acompanha o andamento da investigação que indiciou a mãe de seus filhos, uma empresária conhecida na cidade, que teve a prisão decretada pela Justiça.
“Se você é adulto e enfrenta problemas, não coloque seus filhos em risco. Procure ajuda. Não podemos normalizar a violência motivada por frustrações pessoais. Não podemos admitir que os filhos sejam penalizados pelo fim de um relacionamento. A violência contra crianças nunca deve ser justificada”, afirmou Protásio.
Carlos falou sobre a rotina do filho, simples, como a de qualquer criança da idade dele, com estudo, brincadeiras e convivência familiar. O militar descreveu Josué como uma criança alegre, cheia de vida e sonhos. “Viajamos juntos em janeiro; ele estava muito feliz. Dentro das limitações do dia a dia, eu sempre procurei estar presente, orientar e demonstrar carinho. Se você tem filhos, deve curti-los hoje; o amanhã pode não chegar”, disse.
Investigação e responsabilização
Há indícios de que, no dia 3 de março, a mãe ofereceu alguma substância capaz de causar a morte de Josué, embora o tipo de veneno ainda precise ser esclarecido. A investigação conduzida pela Polícia Civil reuniu elementos técnicos que fundamentaram o indiciamento por possível homicídio e o pedido de prisão, já deferido pela Justiça.
Na época dos fatos, a mulher chegou a ser presa em flagrante, mas não foi conduzida inicialmente devido ao estado de saúde, após apresentar sinais compatíveis com intoxicação. Posteriormente, permaneceu sob custódia e passou por atendimento em unidade de saúde. Informações não oficiais indicam que ela esteve internada em Juiz de Fora e foi encaminhada ao hospital judiciário em Barbacena.
O pai relatou que o atendimento médico ao filho foi adequado, mas afirmou que a demora no acionamento do Samu comprometeu o socorro. “Quando chegaram, já era uma situação crítica. Ele sofreu parada cardiorrespiratória e não resistiu”. A filha mais velha da família também esteve em risco, mas sobreviveu. Segundo Carlos, ela recebe apoio emocional e proteção. “Ela também é vítima, mas está superando de forma surpreendente”, contou o pai, que fez um alerta à população: “Não se omitam. Denunciem e protejam suas famílias. O Conselho Tutelar precisa ser mais eficiente. A omissão pode ter consequências trágicas, como aconteceu com o Josué.”
Relembre o caso
O episódio ocorreu na residência da família, no bairro Santo Agostinho. Uma adolescente de 14 anos acionou a Polícia Militar ao perceber o estado crítico do menino. Equipes do Samu tentaram reanimação, mas Josué não resistiu à parada cardiorrespiratória. A mãe foi indiciada por possível homicídio e teve a prisão decretada. Em razão do sigilo e da proteção dos envolvidos, detalhes da dinâmica dos fatos não foram divulgados. O menino foi sepultado em Barbacena, onde vivem familiares.
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Postado por Rafaela Melo, no dia 11/04/2026 - 18:20