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Polícia


Julgamento do caso Henry Borel começa após 5 anos de espera

Réus enfrentam júri popular nesta segunda, dia 23, no Rio, em caso que chocou o país



Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil


O processo envolve a morte do menino de 4 anos, ocorrida em março de 2021

Após cinco anos de trâmites judiciais, tem início nesta segunda-feira, o julgamento do caso Henry Borel, no 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. O processo envolve a morte do menino de 4 anos, ocorrida em março de 2021, e que gerou grande comoção nacional. Os réus são Monique Medeiros, mãe da criança, e Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, então padrasto de Henry. Ambos serão julgados por júri popular.

Morte de Henry Borel e contradições na versão inicial
Henry morreu na madrugada de 8 de março de 2021, no apartamento onde vivia com a mãe e o padrasto, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Na ocasião, o casal alegou que a criança havia sofrido um acidente doméstico. No entanto, o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontou 23 lesões causadas por ação violenta, incluindo laceração hepática e hemorragia interna, o que contradisse a versão apresentada inicialmente. As investigações da Polícia Civil concluíram que o menino era vítima de agressões frequentes e que a mãe tinha conhecimento da situação.

Prisão e acusações
Monique Medeiros e Dr. Jairinho foram presos em abril de 2021, após denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Jairinho responde por homicídio qualificado, acusado de provocar diretamente as lesões que levaram à morte da criança. Já Monique responde por homicídio por omissão, por não ter impedido as agressões, mesmo sendo responsável legal pelo filho. Segundo o MPRJ, Henry também foi submetido a episódios de violência física e psicológica em fevereiro de 2021.

Cassação de Jairinho e recursos na Justiça
Com a repercussão do caso, Dr. Jairinho teve o mandato de vereador cassado pela Câmara Municipal do Rio em junho de 2021, com ampla maioria dos votos. A defesa tentou reverter a decisão, mas, em junho de 2024, o Tribunal de Justiça do Rio manteve a cassação por unanimidade. A Corte destacou a independência entre as esferas penal, civil e administrativa.

Pai de Henry cobra justiça após anos de espera
O pai do menino, Leniel Borel, que atua como assistente de acusação, afirmou que a espera pelo julgamento é marcada por dor e expectativa. Segundo ele, a luta por justiça já dura mais tempo do que o período em que conviveu com o filho. Leniel destacou ainda que o julgamento representa uma esperança de que a verdade venha à tona. Ele também criticou a demora no processo e reforçou a gravidade do caso, classificando o crime como brutal contra uma criança indefesa.

Manifestação em frente ao fórum
Antes do início do julgamento, entidades de defesa dos direitos das crianças e adolescentes organizaram uma manifestação em frente ao Fórum Central, na Praça 15, a partir das 8h desta segunda-feira. O ato busca chamar atenção para a importância da proteção infantil e acompanhar o início do julgamento.

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Fonte: Agência Brasil

 




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Postado por Sônia da Conceição Santos, no dia 23/03/2026 - 09:33


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