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Polícia


Carnaval registrou 130 mortos e 1,48 mil feridos nas rodovias federais

As estatísticas da Operação Carnaval 2026 são preliminares, devido ao prazo para a consolidação das informações nos sistemas da PRF



Foto: Divulgação/ PRF


PRF fiscalizou 326.548 veículos e fez 118.321 testes de alcoolemia


Durante o balanço da Operação Carnaval 2026, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) anunciou que realizará uma perícia técnica aprofundada para investigar acidentes considerados “fora da curva”, que contribuíram para o aumento expressivo de mortes nas rodovias federais. A informação foi divulgada na manhã desta quinta-feira, dia 19, em Brasília, após o feriado registrar 130 mortes nas estradas — o maior número desde 2020.

Segundo o diretor-geral da PRF, Antônio Fernando Souza Oliveira, muitos dos acidentes não estavam diretamente ligados ao deslocamento de foliões. Ele citou ocorrências registradas em São Paulo e no Distrito Federal que ocorreram dentro do período da operação, mas sem relação com viagens para festas. “Estavam no período do Carnaval, mas não eram trajetos ligados à festa”, afirmou.

De acordo com a corporação, a perícia vai examinar aspectos como condições dos veículos, possíveis irregularidades e outras circunstâncias técnicas para compreender o que provocou o novo cenário. O diretor ressaltou que as rodovias federais vêm passando por melhorias em pavimentação e estrutura e que, neste momento, não é possível atribuir o aumento das mortes à qualidade da malha viária. “É muito diferente precisar o que houve de diferente, porque muitos desses sinistros fogem do padrão que costumamos mapear”, explicou.

O balanço aponta crescimento de 52,9% no número de mortes em comparação com 2025, quando foram registrados 85 óbitos. O total de acidentes subiu de 1.190 para 1.241 ocorrências, alta de 4%. Já os acidentes graves aumentaram 8,5%, enquanto o número de feridos chegou a 1.481 pessoas, elevação de 3%.

Acidentes com mortes
Durante a apresentação, a PRF destacou a incidência de ocorrências atípicas, com maior número de vítimas do que o normalmente registrado, o que impactou as estatísticas deste ano. Segundo a corporação, foram contabilizados três acidentes com até 12 vítimas, além de registros com três e quatro mortes — situações que não haviam sido verificadas no Carnaval anterior. De acordo com o diretor, muitos casos envolveram excesso de passageiros e irregularidades nos veículos, levando a PRF a indicar reforço na fiscalização do transporte de passageiros, em atuação conjunta com outros órgãos responsáveis pelas rodovias.

O diretor também relacionou os números à dificuldade histórica de mudança na cultura do trânsito no país. Ele citou medidas adotadas nos últimos anos, como a demora na ativação de radares e a ampliação do limite de pontos para suspensão da CNH. Segundo ele, essas decisões podem transmitir maior sensação de tolerância aos motoristas. “A PRF não quer multar, quer garantir a segurança e salvar vidas”, afirmou.

O coordenador-geral de Segurança Viária da PRF, Jeferson Almeida, reforçou que os dados deste ano ainda exigem análise mais detalhada. Segundo ele, os três últimos carnavais haviam registrado os menores índices de letalidade da década. “Este Carnaval apresenta números que ainda vão precisar ser estudados, porque foram poucos sinistros que trouxeram um número de mortos muito grande. Não significa que a estratégia foi errada, houve casos considerados anomalias”, declarou.

Almeida também apresentou os dados operacionais da ação. Ao todo, 184.316 pessoas foram fiscalizadas, volume superior ao de 2025. Foram realizados 118.321 testes de bafômetro, com 108 prisões. A PRF também autuou mais de 2.400 motoristas por embriaguez ao volante, índice menor que o do ano passado. Entre as principais irregularidades flagradas estão 55.582 autuações por excesso de velocidade, 9.263 por ultrapassagens indevidas e 8.670 por falta do uso do cinto de segurança ou da cadeirinha infantil.As estatísticas da Operação Carnaval 2026 são preliminares, devido ao prazo necessário para consolidação das informações nos sistemas da PRF.




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Postado por Rafaela Melo, no dia 19/02/2026 - 13:32


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