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Cultura


Documentário destaca tradição das violas de Queluz e mestres da cultura mineira

Gravado em Lafaiete, Queluzito e Dores do Campo, “Artesãos dos Sons” resgata memórias, afetos e saberes populares por meio da música e da fabricação artesanal de violas



Foto: divulgação


A produção foi realizada com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio da Prefeitura de Conselheiro Lafaiete

 

Mais do que um instrumento musical, a viola é símbolo de identidade, tradição e resistência cultural em Minas Gerais. Essa é a premissa do documentário “Artesãos dos Sons”, que percorre três cidades mineiras — Conselheiro Lafaiete, Queluzito e Dores do Campo — para contar a história de quem mantém viva a arte de construir e tocar violas de forma artesanal. A produção foi realizada com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio da Prefeitura de Conselheiro Lafaiete, e está disponível para exibição pública e uso pedagógico.

O filme tem como protagonistas o violeiro e professor de música Rogério de Castro, o luthier José Robert (in memoriam) e sua esposa Alcione Meireles, que dedicaram anos ao resgate e à preservação da fabricação tradicional das chamadas violas de Queluz, um símbolo cultural da região. A obra também conta com a participação especial do mestre Irineu, de Dores do Campo, referência viva na construção de instrumentos de corda artesanais em Minas Gerais. Com linguagem sensível e ritmo próprio, o documentário intercala cenas do cotidiano, entrevistas, registros históricos e trilha sonora original para criar um retrato íntimo da prática e do ofício. A narrativa mostra como a dedicação manual e o amor pela cultura popular são essenciais para manter viva uma arte ameaçada pela industrialização e pela perda de valor dos saberes populares.

Segundo o idealizador do projeto, Thiago Amado, o filme nasceu da vontade de valorizar mestres como José Robert, cuja história representa uma herança cultural única: “A viola não é apenas um instrumento: é uma extensão da história de um povo. Contar essa história é também reconhecer os mestres que a mantêm viva. Sem desrespeitar o passado, acho importante destacar o trabalho dele como único, original, e que apontou para o futuro da preservação do modo de fazer violas”, afirma. Além de preservar a história de quem molda o som com as mãos e o coração, “Artesãos dos Sons” também revela a dimensão pedagógica desse legado, por meio do trabalho de Rogério de Castro, que atua como educador musical em oficinas, aulas e palestras. A trilha sonora original acompanha e reforça a beleza do encontro entre madeira e melodia, evocando a ligação entre o passado e o presente.  A produção é assinada pela Amado Filmes e tem classificação indicativa livre. Interessados em exibições públicas ou entrevistas podem entrar em contato pelo e-mail amadofilmes@gmail.com ou pelo Instagram @amadofilmes.

 A viola não é apenas um instrumento: é uma extensão da história de um povo

 




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Postado por Sônia da Conceição Santos, no dia 01/08/2025 - 10:42


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